Gigante do aço critica a "inundação chinesa", alerta para fechamento de plantas e questiona a falta de direção na política industrial do governo petista.

Concorrência Desleal e a Falta de Reação do Planalto
O CEO da Gerdau, Gustavo Werneck, lançou um alerta contundente: caso o governo não mude sua postura frente à invasão de aço chinês no mercado nacional, a empresa pode reconsiderar seus investimentos no Brasil. Segundo ele, a competição desleal com produtos importados da China, que não seguem regras comerciais justas, tem impactado a indústria do aço no país, levando ao fechamento de unidades e perda de empregos.
"A grande questão do Brasil é essa inundação de aço, especialmente chinês, que chega de forma não isonômica, sem respeitar as regras da OMC. Se essa entrada descontrolada continuar, teremos que reconsiderar se o Brasil é o melhor lugar para alocarmos novos investimentos", declarou Werneck.
A situação preocupa não apenas a Gerdau, mas todo o setor siderúrgico, representado pelo Instituto Aço Brasil, que tem buscado, sem sucesso, respostas do governo federal.
Lula se Aproveita de Investimento Planejado no Governo Bolsonaro
Curiosamente, o mesmo presidente que ignora os apelos da indústria nacional esteve presente na inauguração da expansão da planta da Gerdau em Ouro Branco (MG), celebrando um investimento de R$ 1,5 bilhão. O detalhe omitido pelo governo petista? Esse investimento foi planejado há cinco anos, durante a gestão Bolsonaro, e provavelmente não teria sido realizado no atual cenário de descontrole e favorecimento da China.
Mesmo com a nova estrutura, Werneck destacou que a operação não deverá atingir sua capacidade total justamente devido à crise provocada pela falta de medidas do governo contra a enxurrada de importações chinesas. Ou seja, Lula inaugura obras para as quais não contribuiu e colhe louros de uma gestão econômica que ele mesmo inviabiliza.
O Governo Perdido e Sem Perspectivas Permite Inundação de Aço Chinês
Enquanto o setor siderúrgico pede socorro, o governo Lula se mostra completamente desconectado da realidade econômica. Em recente evento em Minas Gerais, o governador Romeu Zema classificou a postura do presidente como "modo avião", ignorando as consequências desastrosas de suas próprias escolhas.
A história se repete. No segundo mandato de Dilma Rousseff, vimos um modelo econômico de protecionismo seletivo, gastos públicos descontrolados e intervencionismo estatal, que culminou na maior recessão da história do Brasil. Hoje, o governo Lula trilha o mesmo caminho: favorece a China por questões ideológicas, desestimula a indústria nacional e fecha os olhos para os sinais de alerta.
Enquanto isso, a Gerdau e outras grandes empresas repensam sua permanência no país. O Brasil, que deveria ser protagonista no setor industrial, está cada vez mais dependente de nações que não jogam limpo no mercado internacional. Resta saber se o governo acordará antes que seja tarde demais.
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